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Toda ela é Poesia.

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Toda ela é poesia, Desde o acordar até ao adormecer. Desde a chávena de café pousada na mesa, Até à oração feita cheia de fé. ​O seu jeito de ser, de pensar... Ai, ela é tão delicada na sua forma de andar! E o coração? Esse é sempre nobre, Mesmo quando se sente pobre. Ela olha para a lua no céu, Enquanto se despe , uma brisa suave Cobre a sua nudez com um véu. Com a mão na caneta, Ela escreve tudo o que a sua alma lamenta. Escreve sobre amor, sobre o tempo das lembranças, Sobre o que os olhos veem e a dor que a alma não aguenta. Mas também escreve sobre crianças, E sobre novas esperanças. Toda ela é poesia. Se não fosse poesia, Então, o que ela seria? Nada ela seria, Toda ela é pura poesia! Dos pés à cabeça, até ao ar que respira. Ela tem o toque do género de Midas: Não vira ouro mas, dele quem é que precisa? Quando na tua vida tudo se torna Prosa, leva outra forma de ver a vida. É uma arte que grita, Ela não sussurra. Sua presença se impõe No meio do escu...

Nos eixos do sentir.

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Não quero dar um rótulo ou um nome àquilo que temos. No fundo, só quero que não acabe, seja lá o que isto for. Mas o meu querer é pouco; o que tiver de acontecer vai acontecer de um jeito ou de outro, até porque eu não tenho como controlar estas coisas. Não tenho controlo sobre o que penso ou sinto quando o assunto és tu, quando o assunto somos nós. O meu querer não é suficiente para controlar as coisas e isso deixa-me frustrada. Gostava muito que tudo fosse como antes. Antes era tudo tão leve, tudo era bonito e a minha cozinha cheirava a café todas as manhãs. Eu amava quando fazias café para mim, mas por mais que eu deseje que esses tempos voltem, não tenho esse poder nas mãos, e isso dói-me muito. Agora só posso reviver essa história vezes e vezes sem conta na minha cabeça. Não vou mentir: quando o assunto és tu, o coração aperta-se e a mente fica inquieta. Tudo o que sai dos eixos deixa-me triste. Tenho muita coisa na cabeça. E por mais que tente ser forte, deixo-me semp...

1995 Edition

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Afinal, tenho 28 anos, quase 29, e ainda sinto que não vivi o suficiente. Em breve faço 30 anos… E, sinceramente, a sensação é exatamente a mesma. Como se a menina que mora cá dentro ainda estivesse a aprender a viver e a ser mulher. A tentar perceber quem ela é, o que quer, e onde é que se encaixa. Os anos passam, o corpo muda, a mente amadurece… Mas há partes de mim que continuam iguais, confusas, e meio perdidas também. E talvez esteja tudo bem em sentir-me assim. Porque crescer também é aceitar que nem sempre vamos ter todas as respostas no momento em que as queremos. E está tudo bem.  Até porque ainda tenho muito para ver, viver, aprender… E muitos sonhos para realizar. Que a vida comece aos 30.🥂

Maluca por ti, por nós.

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Ali eu soube que era amizade para a vida toda, sim, ali no liceu em Loures. Aqueles três anos tinham tudo para serem os anos mais caóticos da minha vida e tu sabes bem disso, melhor do que ninguém, mas graças a ti e à tua amizade, e com a ajuda de mais algumas pessoas, até que foram anos razoavelmente felizes. Lembro-me tão bem da nossa primeira conversa e de como rebobinei a minha vida todinha quando eu nem sequer sabia o teu nome completo, e tu olhaste para a minha cara e devias estar a pensar: "esta miúda só pode ser maluca". E sim, sou maluca. Sou maluca por ti e pela conexão que criamos uma com a outra desde aquele dia, sou maluca porque quero a tua felicidade acima de tudo, sou maluca porque ouvir-te a rir, nem que seja do outro lado do telemóvel, faz-me esquecer todos os meus dramas e problemas, sou maluca porque o teu abraço é o melhor conforto que a vida me deu, sou maluca simplesmente por adorar ouvir-te a cantar "Oh Nila, mil e uma noites de amor com você...

Além do nevoeiro.

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Amor para uns, ódio para outros. Felicidade para uns, estupidez para outros. Liberdade para uns, falta do que fazer para outros.  Sempre ouvi dizer que o amor é um grande clichê.  Mas será que não são as pessoas, que não sabem amar? Dizem que as palavras atrapalham, mas ninguém percebe que a falta de atitude atrapalha ainda mais.  Não quero nada pequeno.  Dizem que grão a grão a galinha enche o papo, mas eu não sou galinha para aceitar os teus grãos.  Tu matas um pedaço de mim a cada mensagem que demoras para responder.  Tu quebras algo em mim a cada chamada não atendida.  Tu destróis partes minhas quando, estou ao teu lado e mesmo assim, fazes-me sentir sozinha.  Amar é uma escolha.  Mas ser amado, uma necessidade.  Eu escolho por quem me apaixono, mas não consigo escolher quem vai me amar de volta nem a intensidade desse amor.  Até quando vamos preferir odiar em vez de amar? Digam-me, até quando! Ninguém deve ficar preso a alguém ...

A morte e o renascimento das borboletas.

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A única coisa que eu queria de ti era um amor quente, forte e intenso, como um café acabado de tirar da máquina, mas sem açúcar. Em vez disso, deste-me um copo de água. Porém, o copo estava sujo e a cheirar mal. A água não era límpida; muito pelo contrário, estava super escura, com um cheiro forte e um sabor indescritível. Sim, um sabor indescritível. Mesmo tendo visto o estado daquele copo e sentido aquele cheiro que me deu voltas e mais voltas ao estômago, prendi a respiração, contei até três, fechei os olhos e bebi a água até à última gota. Água essa que, enquanto descia a minha garganta, ia-me queimando por dentro. Passados uns segundos, senti um grande desconforto no meu estômago. Eram as borboletas que lá moravam a serem mortas pela água que tu me deste para eu beber. Tive de correr para a casa de banho para vomitar por causa da enorme indisposição que estava a sentir. Quando acabei, parei por uns segundos para ver o que tinha acabado de tirar de dentro de mim. Vi pedaç...